quarta-feira, 23 de outubro de 2013

May the Force be with you



Uma grande e querida amiga passou por uma experiência que fez as delícias do inusitado, arrancou umas belas de umas gargalhadas e acredito que algum rubor na escrita de um auto de polícia: decidiu alugar a sua casa. Uma casa onde viva com as suas três maravilhosas crianças que brincavam entre os Playmobil e o jardim onde se erguiam sardinheiras, uma baliza e uma casinha para brincar. Da rua viam-se umas janelas cheias de charme decoradas com cortinas brancas debruadas com bordado inglês, mas era ao entrar que se sentia o calor de uma lareira, um cheirinho a pão-de-ló acabado de fazer, ou seja, aquelas paredes tresandavam a lar.

Passando todos os pormenores da escolha do arrendatário e contrato de habitação, a minha amiga descobre que a sua casinha, o seu lar que teve que abdicar por causa da “troika”, havia sido transformado num palco de prevaricação sexual e práticas sado-maso. Quando ela me liga, lavada em lágrimas a contar o sucedido, eu, Força Suprema me confesso, que entre a voz preocupada e atónita que lhe fiz para reconforto de tamanho desgosto, agarrava o nariz, ao ponto de quase ter um derrame cerebral por conter as gargalhadas que tanto queriam rebentar. 

Entre a expulsão dos arrendatários à remodelação da casa que foi tomada por algemas, cartões de consumo, colchões laváveis, correntes, máscaras à lá moulin rouge, paredes negras, a EDP a abastecer a pilha do vibrador, e, segundo o auto da polícia e passando a citar, “por uma publicação intitulada ‘Orgasmo’ (…) e um pouf com vibrador central telecomandado” perguntei à minha amiga se ela ia voltar a viver na casa, procurando desmistificar a coisa. “Sabes? Já não sou capaz. Não me sinto confortável. Adoro a casa, lá fui feliz, mas sinto que não me consigo desligar daquelas imagens e levar para lá os meus filhos”

Porque vos conto isto? Acima de tudo para vos entreter, para arrancar um sorriso por pequeno que seja. Mas também como forma de vos dizer que A Força Suprema vai encerrar esta alimentação de conteúdos que gerou tão estimulantes interacções e relações virtuais – algumas delas tornadas reais e, consequentemente, ainda mais enriquecedoras. 

Tal como todos os pormenores da escolha do arrendatário e contrato de habitação vou passar à frente as razões que me levam ao encerramento deste espaço onde partilhei tanto a frugalidade como a intimidade, apimentados com sarcasmo, humor, tristeza, hipérbole, mau génio e desabafo. Este é precisamente o paradigma desta forma de comunicar, destas plataformas: ter a liberdade, sem medos e remorsos, de nos exprimirmos pela escrita, um poder incrível que temos em mãos para nos organizar ideias e eternizar emoções ou “estórias” que queremos contar “apenas porque sim”.

Hoje, apesar de ter sido alvo de monitorização e de conclusões pela rama, essa liberdade até existe, mas, tal como a minha amiga me disse, “Sabem? Já não sou capaz. Não me sinto confortável”. 

Fica aqui o meu profundo agradecimento aos meus queridos e fiéis acompanhantes das Forças e Forcas que me vi embrulhada e deixo aqui uma especial dedicatória à personagem que tantos posts motivou e que construí, apenas por prosa: o Jumento. O Jumento, na plataforma real, nada de tem a ver com asno. É um verdadeiro Amigo, parceiro de equipa e grande Homem por quem estive perdida de amores por mais de metade do meu tempo de vida.

Como testemunho ficam os meus maravilhosos filhos, a complexidade dos momentos logísticos de quem colocou filhos no mundo - e que ainda assim conseguem ser sempre agradáveis - e um blogue que, entre bons amigos e relações que tenho desenvolvido, testemunha o quão oneroso foi para mim assistir à falência de um amor, bem como o quão maravilhosa, rica e apalermada consegue ser esta minha existência. Ou seja, testemunha uma mulher perfeitamente normal.  

Assim, meus queridos, May the Force be with you! 
**saindo com aquela respiração perturbadora do Dark Vader **

(May the Force be with you, nem que seja por aqui: aforcasuprema@gmail.com)


terça-feira, 13 de agosto de 2013

Olhem, vocês são um bando de desnaturados e ádas.

Quer-se dizer, uma pessoa, aliás, uma Força para lá de Suprema, vá, "desmotiva-se" com este poleiro e vai piar para outros lados, ponderando até, dramaticamente, fechar a porta desta gaiola e atirar a chave ao mar, assim a rasar o foleiro, e vocês desaparecem???!! Com todo um histórico para revisitar??!!!

Sim, há todo um sitemeter que vos denuncia e todo um google statistics que grita "EL@S NÃO QUEREM SABER DE TI" (muito interessante ferramenta. descobri que "data de aniversário de Isabel dos Santos" e "hexadecimal colors" são fontes de tráfego ao FS, mas avancemos).Valha-me os menin@s que vão ao Anão Gigante e que me visitam, bem  a quem procura no google as palavras "Força Suprema" que, erroneamente, trazem-nos a este blogue.

Fica aqui o meu manifesto escrito e pictórico. Pronto. Mas vos amo, sim?!




segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Tenho amigas

que parecem irmãs dos filhos.
Já eu pareço uma colega de turma, tal o nível de à vontade que as crianças têm comigo.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O poder das folhas

- Mãe hoje fui maltratada na escola!
- Então?
- A Carolina disse que eu gostava do Diogo e não foi uma Carolina qualquer! Foi a minha amiga Carolina!
- Oh que incrível que foi a Carolina, não há direito minha filha! (a hiperbolizar)
- E depois os meninos começaram a gozar e atiraram-me folhas! (voz dramática)
- Deixa estar, também aconteceu isso à mãe na tua idade
- A mãe gostava de alguém?
- Sim, a minha amiga Sofia foi dizer aos meninos que a mãe gostava do Gonçalo.
- E atiraram FOLHAS???!!!

Caí numa só gargalhada. Não só pela forma que o disse, como pelo olhar de pânico que, por mais que tente, não consigo exemplificar.

Se eu contasse o real desfecho da história... se eu contasse que esse pequeno facto foi publicado na capa da primeira edição do jornal da minha turma com o título "A Carlota está tontinha com uma paixão na pinha" a minha pequenina não dormia. O engraçado é que ambas sofremos a desilusão de levar com "as folhas".

O ADN é tramado.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Contra-senso é

o mau gosto deste blogue de bom gosto terminar.

Este blogue que tanto gosto e de uma pessoa que ainda mais adoro. Ia lá lavar a alma, tratar da higiene mental e ao otorrino pois a música, apesar de "urbano-depressiva" como sempre gozei, era boa.

Aguardo com expectativa um novo blogue, com novo mood. Para além deste


terça-feira, 25 de junho de 2013

As modas



é uma coisa que me chateia. A sério, maça-me. Esta coisa do “toda a gente vê” ou “toda a gente lê” são premissas para eu fazer precisamente o contrário e, se estiver de mau feitio, tomar de ponta e tornar-me o verdadeiro barco contra a maré. Se faço isto porque quero ser diferente? Não. É porque embirro mesmo com estados febris colectivos e não gosto de participar deles. Isto tudo sob pena de apreciar tardiamente fantásticas bandas que decidi implicar ou por não ter ido àquele restaurante que ia “toda a gente” porque entretanto já fechou e afinal tinha o melhor bacalhau do mundo.

Uma das minhas grandes embirrações foi “O Sexo e a Cidade”, série que blasfemei durante anos e fui acusada de heresia por o fazer. Achava um género aquela coisa pretensiosa de querer fazer match com as personagens, de procurar desesperadamente o seu link com a Carrie, Samantha, Charlotte ou Miranda. E foi à conta desta série que as mulheres começaram a ficar (ainda mais) loucas por sapatos, que se deu a proliferação de consumo do tipo “Starbucks” e daqueles horripilentes cupcakes, bem como a compra de vibradores porque estava na moda ter na gaveta, coisa que tenho a convicção de que praticamente não foi usada. Mais grave que isso, tentou seduzir as mulheres para o mundo onde “estamos muito bem sem os homens ”, coisa que, sinceramente, funciona muito bem em ficção mas é um desastre na vida real. 

Isto tudo para dizer que, 15 anos depois da sua estreia, lá a Força Suprema decidiu dar o benefício da dúvida e ficou rendida. Menção honrosa para quem escreveu aqueles diálogos verdadeiramente sublimes. É uma americanada, bem sei, mas há questões que nas mulheres são absolutamente universais e que podem ser explicadas com puro e honesto humor, coisa que mais aprecio nesta vida.

E, por fim, apesar de não ter nada a ver fisicamente, mas por todo o resto, digo com toda a pretensão do mundo: o meu match é mesmo a Carrie. Sem a mais pálida sombra de dúvida. Não contem comigo é para gastar 200 euros num par de sapatos e para comer aqueles queques com as cores dos meus vernizes.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Uma fossa



que está cheia, uma inundação na casa, um carro que me promete um arranjo avultado, uma bimby que se estraga, uma máquina de lavar roupa cujo arranjo foi o preço de uma nova, um buraco no chão feito pelos sapatos de princesa da minha filha, um ex-marido que é um ingrato e não sabe a sorte que tem, uma despedida de solteira para organizar, uma despedida de solteira para ir (porra, 12 gajas), um coro para ensaiar, segunda a trabalhar 12h seguidas, terça correr para conseguir ver os filhos durante 2h, quarta jantar de aniversário da empresa onde a minha cadeira se descola em pleno discurso do presidente, quinta de ressaca e com outro jantar de clientes, sexta toda uma acção que acabava às 20h mas afinal foi às 22h, valendo-me uns berros arrufos ao telefone com o pai das crianças que entregou-mas em plena ic19 e arrancou como um Knight Rider furibundo porque me atrasei.

Não é de admirar que mal venha cá e, quando venho, é para me queixar.
Não é de admirar que este post comece por "Uma fossa".

terça-feira, 18 de junho de 2013

Como se não bastasse

todos os atentados que a minha testa sofreu, agora está a pelar.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Coisinhas do meu pequeno mundo

Se o mundo é um bidé o meu pequeno mundo é uma colher de chá.

Se há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida, no meu mundo são quatro: as três citadas e o meu peso.

A palavra é prata, o silêncio é ouro e eu só tenho pechisbeque

Só percebemos o valor da água depois que a fonte seca mas enquanto houver uvas, está tudo bem.

Censura teus amigos na intimidade, elogia-os em público e no entretanto sê chata como a potassa

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Turnoff

herros hotorgrárficos.

é iço que voz tanho par diser à uma i córenta i nóv da manhan.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Bom, como este blogue

andou uma grande lamechice nos últimos dias, decidi fazer um post "disruptivo"a nova palavra que faz furor na minha profissão, entrando directamente para o primeiro lugar na lista de léxico que me irrita, a par das palavras "gratificante", "alavancar", "catapultar"e todas as outras que tentem, de alguma forma, exibir abrangência de vocabulário, lá está, "disruptivo"

Assim, aqui vai o meu post disruptivo:

"O meu soutien está a apertar-me"


Bom fim de semana

Suprema, F***-se!



quarta-feira, 29 de maio de 2013

Hoje é o Dia


Mundial da Luta Contra a Esclerose Múltipla, uma doença que se descobriu atingir a minha mãe tinha ela 43 anos. Tudo começou de uma forma tão subtil quanto um desrespeitar das linhas de um caderno quando escrevia a lista de compras, um pequeno desequilíbrio ou a falência da destreza óptica, tendo a convicção de que eram "coisas da idade". Até ao dia que cai de uma cama porque, pura e simplesmente, o corpo não respeitou a ordem do cérebro "levanta-te e anda". Até ao dia que a voz, a visão e o simples acto de andar foi-lhe falhando. Até ao dia que perdeu toda a confiança nos seus movimentos, ficando refém de todo o tipo de apoio pois, há mais de 20 anos atrás, a informação e prevenção da EM era francamente menor.

Poder-se-á pensar no tipo de dor que uma criança de sete anos poderia sofrer ao ver a sua mãe tão fisicamente débil e psicologicamente frágil, mas, por incrível que pareça, cria-se uma gigante parceria e intimidade, até porque ambas precisávamos imensamente uma da outra. Se por um lado, por mil vezes precisou de mim para lhe dar o braço para ir ao cabeleireiro ou aquecer-lhe um prato de comida, por outro eu fui a grande companhia e energia da minha mãe pois não me esqueço das imensas gargalhadas ao ver-me a imitar as personagens das até então icónicas novelas brasileiras. Havia tempo, paciência, gozo, disponibilidade e não esta loucura do "não posso, vou trabalhar" coisa que insisto em repetir aos meus filhos porque a vida, ainda por cima em monoparentalidade, assim nos obriga.

Sabor amargo? Sim. Por solidariedade, agora que tenho filhos daquela idade. Porque as tristezas não acabaram por aqui (outra conversa que ficará pendente). E por amor à minha mãe. E por aquele dia que ela teve que ir de urgência para o hospital e ninguém me explicou que foi pela doença e não pela rosa que eu tinha arrancado da roseira, coisa que a enfureceu bastante e que me valeu bastantes dias de tormento e remorsos. De resto, gozei-a como ninguém conseguiu à sua volta. Tal era a dor.

Para desanuviar

ou não.



Maria - Oh Aníbal, já leste os jornais?
Aníbal - Li.
Maria - Leste a entrevista ao Sousa Tavares?
... Aníbal - Oh Maria o Sousa Tavares já morreu.
Maria - O filho…!
Aníbal - Mas o nosso filho deu uma entrevista?
Maria - Não! O filho do Sousa Tavares que morreu.
Aníbal - Morreu o filho do Sousa Tavares???? Temos que mandar flores.
Maria - Aníbal, Vê se me entendes: O Miguel Sousa Tavares, filho do Sousa Tavares que morreu, deu uma entrevista!!!
Aníbal - Ah!!! Aquele que é jornalista!!
Maria - Sim e advogado.
Aníbal - Nunca gostei de advogados… e muito menos de jornalistas. Desse Sousa Tavares não se aproveita nada!
Maria - Sim ok! Foi esse que deu a entrevista.
Aníbal - É interessante a Entrevista?
Maria - Então tu não leste?
Aníbal- Ando aqui às voltas com jornal que deve ser de ontem.
Maria - Qual jornal?
Aníbal - O Tal e Qual.
Maria - Mas esse jornal fechou há uma série de anos…
Aníbal - Foi? Bem que me estava a parecer estranho o Joaquim Letra estar tão bem conservado…
Maria - Não há paciência Aníba! Presta atenção. O Sousa Tavares chamou-te palhaço!
Aníbal - Foi? Que mal educado.
Maria - É so isso que tens para dizer? Não vais fazer nada?
Aníbal - Vou! Tenho o número de casa do pai. Vou lhe dizer para ver se põe o filho na ordem….
Maria - Mas o Sousa Tavares já morreu.
Aníbal - Mau Mau! Então como é que deu a entrevista?
Maria – Carambas! Para o que estava guardada…
Aníbal - Não precisas de te chatear. Se não conseguimos falar com o pai, falamos com a mãe… Conhece-la?
Maria - Oh Anibal desce a terra. A mãe morreu há montes de anos!
Aníbal - Não estava a falar da tua mãe!
Maria - Nem eu! Estava a falar da mãe do Sousa Tavares, da Sophia de Mello Breyner.
Aníbal - Sim. Essa mesmo. temos o número?
Maria – Irra! A mulher morreu!!! Percebes?
Aníbal - Mais flores? Não temos dinheiro para isto…
Maria - Esquece!
Aníbal - Então e um tio dele?
Maria - Um tio???? Qual tio?
Aníbal - Por exemplo, aquele que é actor! O Sr. Contente!
Maria - O Nicolau Breyner?
Aníbal - Esse mesmo. temos o número dele?
Maria - Mas por alma de quem é que vais ligar ao Nicolau Breyner?
Aníbal - Para lhe fazer queixa do sobrinho.
Maria - Mas o Sousa Tavares não é sobrinho do Nicolau Breyner? De onde te saiu essa ideia?
Aníbal - Tem o apelido da mãe, mas foste tu que falaste nele…
Maria - Pois! Tu também tens o mesmo apelido da Ivone Silva e ela não era tua tia, pois não?
Aníbal - Quem é essa? Não estou a ver.
Maria - Não estás ver e não vais ver porque também já morreu.
Aníbal - Mas o que é que se passa hoje? É só mortos!
Maria - E eu devo ir a seguir…
Aníbal - Não digas isso. É pecado.
Maria - Pecado é ter que te aturar meu Palhaço. Ooops!!! Esquece a entrevista!

domingo, 26 de maio de 2013

Emancipação Feminina

A julgar pelas coisas que leio num grupo fechado do facebook chamado "Mães", percebo que esta coisa da emancipação feminina está para ficar pois andam por lá a medir pilas. Mas pior-pior é o que leio no "Mães na Monoparentalidade" cujo efeito adverso é começar a olhar para o Jumento como se ele fosse um pequeno pónei fofinho. Não me tirem tudo, sff.

Ah, falando em tirem. Há mulheres que andam a tirar duas coisas aos maridos que participam naquelas fotos que agora estão na moda. Sim, aquelas fotos de estúdio, em que todo um agregado familiar se junta, descalço, de calças de ganga e camisa branca, exibindo toda uma ligação que não chega aos calcanhares de uma foto de família com um jardim em pano de fundo e que um dos putos, que chatice, foi apanhado pelo flash no momento em que tirava o macaco do nariz. Podiam pensar que as duas coisas que as mulheres tiraram aos maridos foi a dignidade e a masculinidade, mas não. Tiraram-lhes mesmo os tomates. Enfiaram os ditos na mala, mesmo à porta da Instanta e eles nunca mais os vão recuperar pois não há incêndio ou avaria grave no disco rígido que os safe. Estão no facebook. As suas caras de "os meus tomates estão dentro da mala da minha mulher" estão no facebook. Isto é trágico.





sexta-feira, 24 de maio de 2013

É que com a mãe foi tarde demais

Sabem? Vou treinar os meus filhos para não terem emoções. Vou treiná-los para não imaginarem nada de bonito, romântico, apaixonado, significativo ou optimista, o que seja. Vou treiná-los apenas para reagir a estímulos do tipo levanta, come, trabalha, sorri, beija, produz e reproduz. Vou tirar alguns fios ao cérebro e ao coração, de maneira que eles tenham os mínimos olímpicos para serem socialmente aceites, amorosamente eficazes, laboralmente produtivos e humanamente robustos.

Eu quero o melhor para os meus filhos.



segunda-feira, 20 de maio de 2013

Há dias em que te sentes assim:

Um lápis cor de rosa de ponta bem afiada e muito mal arrumado.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Um minuto de silêncio

pela ira do fascista do Jumento que deve estar passado com esta decisão. A aplicação da onomatopeia "hihihi" parece-me perfeita para este pequeno momento literário aqui na Força Suprema.

Tão perfeita como esta foto que, para mim, é uma boa homonagem a um dia marcado por um pouco de justiça social. Coisa rara nestes últimos tempos.


segunda-feira, 29 de abril de 2013

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Já decidi,

próxima encarnação quero ser uma galinha. Daquelas tão parvas que, quando crianças, andaram em filinha atrás da mãe sem saber especificamente porquê e para onde vão. Que nem andam à luta na capoeira, pois cagaram para o galo. Aliás, que nem sabem o que é um galo e não ouvem o seu cócoró-cocó porque estão a curtir uma g'anda moca nitrofurana e a chocar um g'anda ovo. Daquelas que se te enfiam o bico numa linha, já não consegues andar noutra direcção e essa passa a ser a tua missão. Daquelas que, depois de anafadinhas, vão parar a uma churrasqueira do Canal Caveira e às mãos de um trolha qualquer que, by the way, está-se nas tintas se a pele tem efeitos nefastos nos níveis de colesterol.  E depois, as minhas ossadas eram utilizadas com outros restos + arroz trinca e eram servidas a um cão. Qual ser cremada, qual quê, mais a foleirice das cinzas atiradas ao mar.