terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Tenho pena


que, com tanta merda que a internet tem, não exista um site, um blogue, uma notícia, um fórum, um link, uma imagem animadora ou didáctica que nos ajude a superar sabiamente uma separação (*).

Entre a onda do “não preciso de homens para nada” à “Festa do Divórcio” (…que raio??), o mais pertinente que encontrei consta na página do Portal do Cidadão e na da DECO Proteste.

Bonito serviço.

(*) sabiamente uma separação significa um bocadinho de dor, um bocadinho de alívio, eliminar todo o tipo de pensamentos em relação ao outro, esquecer as coisas más, blá, blá, blá. Isto sem sombra do mais pequeno laivo de requinte de malvadez femininó-bitch.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Não sei se é de mim ou das pessoas que conheço

mas dá-me ideia que toda a gente tem sempre uma solução perfeita para a minha vida. Agradeço os conselhos mas por favor não mos venham dar como se fossem verdades absolutas.
É que é absolutamente irritante.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Estava-se mesmo a ver que

casar no dia em que o Sá Carneiro morreu - assassinado ou coisa que o valha - ia dar asneira.

Ai quem me dera ir

(...)
Ai, quem me dera ir
Dentro do sol morar
Nunca ter de dormir
E só brincar

E milhões de aventuras viver
Com as estrelas no céu a correr
E à terra apenas voltar
Se eu quiser…
Quando a Lua acordar, tu vais adormecer….

Isto é o meu estado de espírito por causa do trabalho que vou ter na segunda-feira
Isto é um excerto da letra do "Vitinho" de 1992 cantado por Paulo de Carvalho.
Isto até pode ser ridículo de postar, mas lamento: é sexta-feira e só agora é que acabei de trabalhar.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Também gramei.

"Ninguém se apaixona por escolha, mas por acaso. Ninguém permanece apaixonado por acaso, é um esforço diário. E ninguém se desapaixona por acaso, é um escolha."

(Só ninguém diz quem é o autor, mas enfim)

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Hoje fui surpreendida

com um texto na minha caixa de email vindo da última pessoa que eu esperava. Gramei.
Gramei o texto e a surpresa. Coisas boas dos maus momentos.


A felicidade exige valentia
 
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não
esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela
vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no
recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter
medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para
ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

                                          Fernando Pessoa - 70º aniversário da sua morte

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A parte má de ter muitas irmãs e amigos

a coisa má que aconteceu tem que estar na nossa boca em modo loop.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A separação em versão light

Bucólica a foto?
Agora imaginemos um comboio passar-lhe por cima.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Raios partam

estes comentadores.
"Não tenho dúvidas que vamos isto", "Importa referir que vamos aquilo", "naqueloutro será caótico", todos com a mania que são uns visionários, que a big picture está na sala deles e que ser velho do restelo é sinal de pertinência.

Depois vem um tipo com algo de positivo a dizer e que pensando bem até faz sentido, temos o xôr Crespo e um economista insuportável a dizer que como não está em funções não deveria dizer isso e que se disse foi por simpatia, por ser convidado.

Palhaços. Quer dizer, exceptuando um.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Amonas

Ser espectador do sofrimento alheio está relativamente perto da sensação de assistir a um rol de amonas: dá-nos uma certa aflição enquanto duram, mas percebemos que tarde ou cedo vão acabar e que a vitima das amonas ainda se vai rir.

Que pena não sabermos ser espectadores do nosso próprio sofrimento. Dava jeito.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Um Men podre de Mad

Mad Men by Annie Leibovitz
A parte má de ver séries como o Mad Men é ver que uma sacanice aqui e uns cornozitos acolá, não são um quadro tão feio quando pintado em bom.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Mulheres

Tenho andado por aí a vaguear de blogue em blogue e tenho visto 550 mil dissertações sobre nós. Umas geniais, umas irritantes, outras lugares absolutamente comuns que já-dão-é-vontade-de-vomitar, algumas de uma enorme pertinência, outras que faz lembrar o “eterno feminino” (segurem-me a testa please).


Conclusão: quando é para ironizar, os homens são perfeitos para falar de mulheres. Vêem-nos como ninguém. Já as mulheres, não têm jeito nenhum para falar delas mesmas. Geralmente vão sempre parar à estupidez absoluta de que são umas vítimas e de que são as únicas a ter uma vida assim e que não há dor no mundo igual à sua quando perdem o amor da sua vida.

Eu, a Força, e às vezes a Forca, Suprema acho que todos os conceitos à volta de uma mulher giram em torno de um facto: As mulheres têm um percurso muito solitário. Ok, quando tudo corre bem, elas sugam todos os conceitos de partilha, união, decisão conjunta, mas quando as coisas estão entre o normal e o mal…elas estão sozinhas.

Pensam sozinhas em tudo: na solução para o problema, nas 1001 hipóteses que podem acontecer e sonham com as palavras ou actos de alguém. Ah, nos “entretantos” fazem uma faxinazinha, ligam o ferro, gramam com o Canal Panda e dão banhos.

Quando chega a hora da verdade a mulher mais bonita, mais confiante, mais perfeita, mais bem sucedida, está ali, parada, a olhar com toda a frontalidade para o marido, namorado, patrão ou empregado, com as mãozinhas atrás das costas a fazer figas para que a melhor solução que encontrou saia por aquela boca. Um bocadinho à mercê, convenhamos. Um bocadinho solitária. Há excepções. Pois há. Mas lá está: excepções.

Por isso é somos importantes para o progresso das empresas, das casas, das famílias, da sociedade. Pensamos, procuramos soluções, metemos mãos à obra, fazemos das tripas coração mas estamos lá. Por isso é que também conseguimos ser umas grandes cabras.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Vamos lá ver:

Quando se compra uma coisa que fala, é divertida, sensata, integra, que toca música, que é fértil, que tem capacidade de gostar, sensível, paternal e que até generosa é, mas que de repente só diz “não sei”, “talvez”, “isso gostava eu de saber”, “possivelmente”, “er…”, como é? Onde peço o livro de reclamações? Na casa dos pais? Na escola?? Ou numa “casa de fados perto de si”???


(e sim: já troquei as pilhas)

domingo, 24 de outubro de 2010

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

E porque hoje é sexta feira

venho dizer apenas que adorei esta foto.

                                                                                                               

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Vim aqui destilar um bocadinho de veneno


O que eu gostava de ir hoje para outra agência de comunicação trabalhar. Uma mesmo, mesmo, mesmo concorrente, daquelas que os meus patrões ficariam profundamente magoados. Cada um à sua maneira, mas profundamente magoados.

"Foi o tempo que perdi com a minha rosa que a fez tão importante"

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O que eu gostava...


...de ser surpreendida com um acto de ternura. É que nem peço amor, era só algo com o mínimo de ternura.

Hoje precisava mesmo de um bocado de mimo. Daqueles que eu costumo dar.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Ca' Vargonha

Estive a ler alguns posts deste "Força Suprema". De facto há dias em que se pensam coisas francamente estúpidas. Não bastando, ainda se escrevem.

Para além disso, era escusado vir para aqui "despir-me"....para isso tenho o Facebook.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Ouvido no concerto dos Supertramp (para além dos maiores êxitos da banda)

Louca Varida - O menino apague o cigarro!!!

O Menino do Cigarro – Desculpe, mas está tanta gente a fumar aqui!

LV – Não me interessa, vai apagar esse cigarro aqui e já à minha frente!!!

OMDC – Com essa postura, desculpe mas não apago, era o que faltava!

Eu, a refrescar-me com um leque – Olhe, desculpe, enlouqueceu? Já viu a sua histeria? Acha normal?

LV – Está a incomodar-me, sou asmática!! APAGUE JÁ!!!

Eu, continuando com o meu leque – Olhe, então vá chamar o segurança, mas à minha frente não fala assim com ninguém!!

LV – Olhe que é grande, mas ainda leva uns tabefes!


Eu, com o leque já em punho – Olhe que é pequena e ainda leva mais!

(entretanto chega segurança. Um granel absoluto)

Amigo da Louca Varrida – Vocês putos, armados em espertos, vamos resolver isto lá fora!


Eu (com o marido ao lado a rir que nem um perdido) – Já viu que tem uma amiga completamente histérica??? Não percebo a sua defesa!

ADLV – Tá Calada que não estou a falar contigo! (..sua puta – não disse mas pensou)

Eu, com já com certo medo – Mas eu estou seu palerma! – voltei a refrescar-me com o leque

LV – Vocês são uns anormais, regras são regras!!! Eu tenho asma!!!

Eu, já mais calma + o meu leque – Tem asma e não tem uma coisa que eu cá sei há muito tempo.

E pronto. Foi o caos. Por momentos achei que ia andar à pancada com uma tia de meio metro. Ela até tinha razão, coitada. Mas ai a sova que ela apanhava. Ai a sova.
Valha-me o leque que compôs ali o ramalhete.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A maçã que eu não mordi

Sonhar acordado é óptimo, divertido, estimula a retina e a massa cinzenta, faz-me feliz por momentos, levita-me. Mas é consciente: estou a sonhar acordada. Eu sei disso, caramba.

Sonhar a dormir é realidade. Vive-se intensamente alguma coisa. Basicamente aconteceu. Depois acordamos. Foi um sonho, bolas. É consciente: foi apenas um sonho. O problema é dizer isso ao subconsciente ou inconsciente, ou coisa que o valha. Para estes, tudo aconteceu.

É revoltante sentir emoções que não se viveram e ligação que não existiu. Mas que estúpido sonho. Que preço duro a pagar por mais uma coisa que não controlamos: o que sonhamos a dormir.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Engraçado.

Este verão andei a trabalhar que nem uma doida, o que não me permitiu 1) gozar férias em época alta 2) gozar férias com os meus filhos 3) gozar seja aquilo que for.
Como se isso não fosse suficiente mau, a par de um coração de mãe inundado de remorsos, das poucas vezes que vou à praia, dizem-me “ahh, finalmente a menina! Fazer praia com os filhos, tá’ quieto! Coitadinho do seu marido, ele é ‘farnel’, ele joga raquetes, ele passa tarde com os meninos à beira-mar, ele vai aos gelados…ele é um santo!”
De facto “praia”, “chapinhar na água”, “comer um maxibom”, “mexer o rabo à beira-mar”, “comer uma sandocha depois de um banho” são tudo coisas que estão ao nível de uma tortura chinesa.
O que se quer no verão é trabalhar. Aliás, bela vida que é trabalhar. Mas que grande bitch que eu sou, só penso em mim.

domingo, 22 de agosto de 2010

Espólios

Ando por aí a recordar velhos tempos. Assim para manter a cabeça ocupada, nada de grave. É que assim não penso noutras coisas que não interessam.

Pois bem, lembrei-me que queixo-me porque nunca recebi flores, queixo-me porque nunca fui surpreendida com algo arrebatador e queixo-me porque nunca recebi flores (esta é mesmo importante), no entanto tinha-me esquecido que recebi um poema de alguém que já me foi muito especial. Até hoje, só não percebi se foi por amor, mas adorei! Que este blogue sirva para não voltar a esquecer!



Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...


Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...


Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri


E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...


Florbela Espanca


Coisinhas irritantezinhas

A pachorra que eu tenho...

para as tricas em blogues do meu sector; para tipos que são uns putos parvos (e bem giros) com a mania que quando nós estamos a ir, eles estão a vir; para mães e tias que querem incutir os seus estratagemas infalíveis com os filhos das outras; para informáticos incompetentes; para a constante (im)pertinência de determinadas criaturas...

....é equivalente ao espaço que tenho para andar às 16h, num dia de Agosto, na Praia dos Salgados em Vilamoura.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

domingo, 25 de julho de 2010

Sobre o tempo (e não é conversa de circunstância)

Hoje fui visitar o blogue da minha querida amiga e reparei que nem ando a dar pelo tempo a passar:
1) A data diz que estamos no dia 25 de Julho e para mim parece-me que ainda há pouco arrancou o ano...não é que já vamos a meio??
2) Na lista de blogues li uma notificação relativamente ao meu: não punha cá um lamiré há 3 semanas. Onde estão essas três semanas, hã?
3) A gaiata - que tem jeito para a coisa - disserta que "O mais difícil de ultrapassar quando conhecemos alguém com quem queremos ter um futuro é percebermos que não fazemos parte do seu passado"...pois, concordo, acho lindo e mas acrescento a minha dissertação:  para mim, sobre a pessoa que gostava de ter (algum) futuro, já passou tanto tempo que até já tenho um passado com a criatura....e  isso também é lixado de ultrapassar. Ou pelo menos tem dias.