segunda-feira, 8 de março de 2010

Quero-a tal como devia ser


Adorava. Adorava que esta mesma senhora me fizesse uma lavagem, não só aos ouvidos, mas a todo o cérebro. Mas é que era perfeito. Deixava-me apenas os mínimos olímpicos e aceitáveis para continuar a viver a vidinha tal como ela devia ser.
Era mesmo bom. Ela até podia ter este ar meio abrutalhado que eu não me importava.

quarta-feira, 3 de março de 2010

“Ouvido” no Facebook

“já te mandei uma tábua!!! por acaso tens pregos ou ferraduras que possas enviar para o meu estábulo?” (isto a propósito do Farmville)

Está tudo louco?

terça-feira, 2 de março de 2010

To Be or Wanna Be?

Não sou totalmente contra mas irrita-me solenemente aquele tipo de mulher wanna be Carrie, Samantha, Miranda, blá, blá, blá, cheias de SSS’s (Sex, Sin, Sity – lol), que bebem café à la Starbucks e que na mesa-de-cabeceira têm preservativos, o “Sei lá” da Margarida Rebelo Pinto, o vibrador - essa peça fundamental da check list de uma mulher moderna, independente e cosmopolita – e claro: 1g de coca para saberem manter o discurso “Sex and The City”, mesmo com um copito a mais e a curtir a maior das fossas. Isto não é para mim o fim do mundo, mas acho estupidamente parvo, o que é que eu posso fazer??!

Em contraponto, e morrendo pela boca tal como o peixe, houve uma personagem bem ao estilo americano com quem identifiquei-me brutalmente: A Bridget Jones. Não sei se é pelo facto dela ser bastante inconveniente e anafadinha, se é por fumar cigarros em stress uns atrás dos outros, se é por beber uma vinhaça para afogar as mágoas, se é pelas mini saias que usa (mesmo sem ter corpo para a peça), se é por mandar press releases ou se é pelas suas resoluções com a banda sonora “R-E-S-P-E-C-T”….o que é facto é que a Jones é para mim um almost Be. A parte do Wanna, como uma querida colega disse e bem, passa por aqueles dois maravilhosos homens a disputar-me e eu acabar com o “bonzinho”. Neste último cenário, sou uma furiosa Wanna Be.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A Gargalhada

Se há coisa que eu adoro é uma boa gargalhada. Já agora em sintonia com a audiência, com quórum.
Para mim, um bom dia é encarado com a devida seriedade e apimentado por uma boa gargalhada. Uma boa noite não é o restaurante ou a boa música, é a gargalhada para além de boa. Além de gostar de a dar, gosto de a oferecer: não há coisa que me dê mais gozo do que arrancar um sorriso da minha família, amigos, colegas, patrões e, particularmente, da mulher das finanças cujos dentes só vêm a luz do dia para a higiene oral e para rosnar ao contribuinte descontente.

Num dia com boas e médias notícias, o da gargalhada foi sem dúvida o momento alto.

Amanhã, sem dúvida, o momento alto vai ser quando chegar aqui.
By the way: até para a semana. Vou restaurar as minhas forças para as forcas que possam querer atracar no meu pescoço.

Insólito
hoje adormeci a fazer a depilação. Se isto não é cansaço, é oficial: sou Sadomaso.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Notas da Semana (de 0 a 20)

20 – As minhas roupas de Verão já estão prontas. Agora só falta compor as toilettes para fazer as malinhas para a fantástica viagem rumo a Cabo Verde com amigas + pulseirinha-bar-aberto.

18 – Tomei a minha primeira decisão política sem pedir opinião a ninguém

15 – Voltei a estar bem-disposta sem um esforço estupidamente doloroso

10 – Lá fui mantendo contacto com a minha única motivação pessoal. Não foi ao rubro, mas foi satisfatório.

5 – Que trabalho tão estúpido que tive esta semana. Isto que não se repita.

4 – Tenho que fazer pontos de situação antes de ir de férias e deixar uma data de coisas prontas. Quer por razões profissionais, quer por razões familiares.

0 – Relativamente a certos e determinados assuntos do foro íntimo, estou em fase de revolta. Tentar controlar isto, pelo amor da Santa!

Mensagem especial
Olá Henrique Granadeiro, tudo bem? Olha, sobre as tuas declarações à Visão Online tenho uma coisa a dizer-te: eu também, mas não se diz assim em público, como quem dá aquela palha, caramba!

Ai…chega!

Não consigo. A sério, estou mesmo farta.
Dá-me náuseas ver as notícias e só me vem à cabeça: que gentinha é esta?

A minha educação social e política, por assim dizer, foi para ser mãe/dona de casa e para escolher um partido político – coisa mais para homens – mais valia ser o PSD. O resultado foi uma consciência social e política em formação (e reformatação) constante nos últimos anos, o que não faz de mim uma expert a avaliar os últimos acontecimentos.

Mas uma coisa é certa: Quando é inevitável a um jornalista perguntar a um primeiro-ministro, qual o seu envolvimento no caso Freeport, Face Oculta, que raio de escutas são estas que o envolvem em esquemas de controlo da comunicação social, alguma coisa está mal. Quando o primeiro-ministro, conhecido por ser um meninó que não aguenta (histericamente) ser contrariado, está caladinho que nem um rato, alguma coisa está mal.

Quando a Casa Pia, um abrigo para crianças e jovens (repito: abrigo para crianças e jovens) é palco abusos sexuais com requintes de malvadez de dirigentes, empresários e simpatizantes do Partido Socialista a essas mesmas crianças e jovens (insisto em repetir), alguma coisa não está mal. Está péssima, degradante e nojenta. Bateu no fundo.

Posso ainda ter muita ignorância ou falta de esclarecimento sobre a nossa política nacional, mas hoje tenho a minha primeira certeza: Esses tipos nojentos do PS nunca levarão um voto meu. Odeio os gajos.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A Visualização

Não sou de todo uma iluminada, mas tenho uma enorme capacidade: a da visualização.
Contam-me uma conversa entre duas pessoas e estou a ver perfeitamente a cara e as expressões de ambas, falam da falta de sexo de alguém e imagino logo um ‘acto’ desesperado de quem não recebe um bafo desde 1900 e troca o passo
No que respeita a mim e aos meus sonhos, curiosidades e afins, é caso para dizer que sou macgyveriana: compro os componentes, faço o foguete, lanço-o e apanho as canas. Basicamente é como se o tivesse vivido.

Só esta semana, já lá vão 3 “visualizações”.
E boas que foram...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A fasquia

Está lá em cima, bem no topo. Chega a ser insensata, excêntrica, ingrata e caprichosa, mas é a dele. A elevada fasquia em tudo na sua vida serve apenas o meu consolo, na medida que não sou a única que é pouco ou que devia ser mais. Não serve a ambição, empreendedorismo ou a felicidade da criatura. Dá-lhe apenas tristeza na bandeja, insatisfação quando acaba de almoçar e angústia… fá-lo fadista de corpo e alma.
O pior é que eu acho que só a fatalidade ou uma consequência inevitável o fará aquietar essa fasquia. O melhor disto….é que muitas vezes estou enganada.

Espero que sim.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

SHIT! SHIT! SHIT!

Ontem fui a uma entrevista de trabalho. Ora pois:

- A nível empático correu muitíssimo bem (check)
- As funções são a minha cara e a minha alma (check)
- Passarei a ser a Directora de Marketing e Comunicação de um Grupo em plena ascensão (check)
- O meu provável futuro chefe é um homem de regras mas sem intransigências (check)
- Passarei a receber mais 500 euros (check)
- A minha carreira ganha expressão (check)
- O futuro e a minha realização profissional parecem-me rir como se não houvesse amanhã (Check)

Com tanta coisa boa, porquê?! PORQUE É QUE EU SINTO ESTA ANGUSTIANTE SENSAÇÃO QUE DEVO FICAR ONDE ESTOU??!

Shit.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Sem dramatismos, mas...



...isto de começar um blogue tem uma ciência: o primeiro post.
À partida devia estar em consonância com o nome. Ou talvez não. Há muito para dizer, mas o que dizer primeiro?? Algo ‘TChan’, uma pedrada no charco….como é que isso se faz?


- Para além disso, porquê aqui? (Talvez ganhe o Nobel da Blogosfera?)
- Porque não fazer um diário? (Porque me dói a mão quando escrevo mais do que 10 palavras)
- E que tal só pensar? (Dizem que escrever organiza as ideias. Pois espero bem que sim)

Ontem foi apresentado o Orçamento de Estado para 2010 e não estou puto interessada…a minha vida está lixada e eu ando lixada. Hoje sinto-me numa forca suprema.

Assim sendo, OE2010: Who cares?